Sexo é a união de duas ou mais pessoas em busca de prazer. Sexo heterossexual é a união de um homem e uma mulher em busca de prazer, portanto é a união de pintos e bucetas em busca do bem mútuo daquelas duas pessoas que compartilham a alcova, o chão do banheiro, a pia da cozinha, o motel, enfim, qualquer lugar... E com a mercantilização do sexo, ou seja, desde que o samba é samba (afinal não dizem que a prostituição foi a primeira profissão???) veio o erotismo e a pornografia, duas faces de uma mesma moeda _a demonstração ao público de manifestações pessoais tidas íntimas: o corpo e o sexo até então invioláveis.
Entretanto, no mercado editorial de revistas eróticas brasileiro e, para bem dizer, mundial, sempre imperou o termo revista masculina. Enquanto que no mercado pornô, a busca por produtos que agradassem a platéia feminina, como filmes de softcore ou de pornôs com história, por exemplo, começava, nos idos dos 80, a abrir um veio em busca do mercado feminino, o mercado de revistas eróticas de estagnou nesse sentido. Com a revolução trazida pela web e a crescente produção de vídeos caseiros proporcionados pelas web cams, esse mercado parece quase obsoleto, colocando mulheres até então insuspeitas em busca da realização de suas fantasias em meio aos downloads e uploads.
A boa surpresa é o retorno do título EleEla, mais Ela do que nunca. Do alto de seus 37 anos, a revista renasce com um projeto editorial (de Wagner Carelli) e gráfico soberbo, com sexo em suas 100 páginas, com muitas bocetas e também com pinto (afinal essa história tem duas metades), mas mantendo algumas tradições como a sessão Fórum, repaginada, com textos de primeira, como o belíssimo conto “Truco”, de Ivana Arruda Leite.
Em busca desse futuro, a revista parece seguir um promissor caminho (sem volta, espero). Já começa mostrando o trabalho de duas exibidas da internet, Olívia e Rosa, duas amigas que gostam de fotografar uma a outra, nuas. Não há praticamente uma página sem link para a web (será uma dica que o futuro está lá fora, ou melhor, na rede?) e tirando a página com o retrato do genial Contardo Calligaris, praticamente não há nenhuma página que não exale sexo. Enfim, surge uma revista erótica não exclusivamente masculina, uma revista que um homem e uma mulher podem ler juntos e não um de cada vez. Boas transas para todos e vida longa à nova EleEla.
Saturday, October 21, 2006
A primeira polêmica
Enfim o blog tem sua primeira polêmica! Êba!!! Num momento ego-surfing mais do que justo, o músico Ricárdo Cunha, da banda Super Reverb, reclama a correção de uma informação em um parágrafo do post Carta à WW (23 de setembro de 2006), no qual eu falo de um recente show de Wander Wildner em São Paulo e expresso meu descontentamento com o show da banda de abertura_ a banda dele.
Sei o quanto é duro o trabalho de uma banda (afinal já tive duas e convivi de perto com várias outras, algumas bem sucedidas, outras não) e não duvido que a dele deve trabalhar muito. Mas ali apenas quis expressar meu descontentamento com o som dos caras.
Entretanto, cometi um erro de informação ao ter dito que eles apresentaram uma música dos Stones como sendo da banda CokeLuxe, o qual corrijo agora (leia aqui a nova versão do post e desça até o final para ler o comentário do Ricárdo). Aliás, pesquisei e relembrei que “It´s All Over Now”, eternizada por Jagger e Cia., é uma versão rascante para uma composição dos americanos Bobby e Shirley Jean Womack. Na verdade, eles apresentaram a música (tocaram uma versão em português) como se fosse de Eddy Teddy, amigo dos caras, autor de uma versão em português do clássico dos Stones, boa, por sinal, melhor momento do show.
Reproduzo abaixo e-mail que enviei para o músico no dia 20 de outubro, assim que fui notificado pela Blogger sobre o comentário dele.
“Ricardão,
Muito obrigado pelo seu comentário no meu blog. Nada contra a mistura de
estilos. Minha coleção tem de tudo. Só não gostei do som da sua banda,
acontece. Adoro rockabilly, antigo e moderno, de Little Richard a Stray
Cats, mas com sua banda, sei lá, seja ela eclética ou predominantemente
rockabilly, não gostei.
Sobre a correção com relação ao nome do Cokeluxe, muito obrigado! De
coração. E realmente minha memória (e principalmente, o som do Studio SP)
pode ter me traído, mas ouvi uma menção à banda durante o show, pode não ter
sido neste momento, sobre o que me desculpo. Farei uma nova edição do texto
e um post para chamar a atenção sobre a correção no fim de semana (não posso
fazer isso de onde estou neste momento) em que apenas criticarei não ter
sido dado o devido crédito à canção eternizada pelos Rolling Stones, mas de
autoria de Bobby e Shirley Jean Womack, acabei de pesquisar.
Lamento, entretanto, a análise que você faz sobre o jornalismo. É uma
profissão em crise, mas que tem muita gente correta, não todas, como em
qualquer profissão do mundo, inclusive na música, carreira que eu tentei,
mas não abracei. Quanto ao blog, ele não é essencialmente jornalístico, ele
é pessoal, um apanhado de impressões pessoais, sem obrigação para com a
correção jornalística, com a qual coaduno.
Um abraço,
Marcelo
P.S.: E continue escrevendo, escrever é muito bom mesmo.”
Mesmo não concordando com vários pontos do comentário de Ricárdo, me ative a corrigir a informação e não aquecer a polêmica, apesar da brincadeira no título deste post. Entretanto, não recuo um milímetro do que quis expressar naquele parágrafo: não gostei do som da banda, que tanto poderia estar num mal dia ou ser ruim mesmo. O som da casa também não estava lá essas coisas... acontece. E espero não magoar os sentimentos de ninguém em nenhum post futuro.
Sei o quanto é duro o trabalho de uma banda (afinal já tive duas e convivi de perto com várias outras, algumas bem sucedidas, outras não) e não duvido que a dele deve trabalhar muito. Mas ali apenas quis expressar meu descontentamento com o som dos caras.
Entretanto, cometi um erro de informação ao ter dito que eles apresentaram uma música dos Stones como sendo da banda CokeLuxe, o qual corrijo agora (leia aqui a nova versão do post e desça até o final para ler o comentário do Ricárdo). Aliás, pesquisei e relembrei que “It´s All Over Now”, eternizada por Jagger e Cia., é uma versão rascante para uma composição dos americanos Bobby e Shirley Jean Womack. Na verdade, eles apresentaram a música (tocaram uma versão em português) como se fosse de Eddy Teddy, amigo dos caras, autor de uma versão em português do clássico dos Stones, boa, por sinal, melhor momento do show.
Reproduzo abaixo e-mail que enviei para o músico no dia 20 de outubro, assim que fui notificado pela Blogger sobre o comentário dele.
“Ricardão,
Muito obrigado pelo seu comentário no meu blog. Nada contra a mistura de
estilos. Minha coleção tem de tudo. Só não gostei do som da sua banda,
acontece. Adoro rockabilly, antigo e moderno, de Little Richard a Stray
Cats, mas com sua banda, sei lá, seja ela eclética ou predominantemente
rockabilly, não gostei.
Sobre a correção com relação ao nome do Cokeluxe, muito obrigado! De
coração. E realmente minha memória (e principalmente, o som do Studio SP)
pode ter me traído, mas ouvi uma menção à banda durante o show, pode não ter
sido neste momento, sobre o que me desculpo. Farei uma nova edição do texto
e um post para chamar a atenção sobre a correção no fim de semana (não posso
fazer isso de onde estou neste momento) em que apenas criticarei não ter
sido dado o devido crédito à canção eternizada pelos Rolling Stones, mas de
autoria de Bobby e Shirley Jean Womack, acabei de pesquisar.
Lamento, entretanto, a análise que você faz sobre o jornalismo. É uma
profissão em crise, mas que tem muita gente correta, não todas, como em
qualquer profissão do mundo, inclusive na música, carreira que eu tentei,
mas não abracei. Quanto ao blog, ele não é essencialmente jornalístico, ele
é pessoal, um apanhado de impressões pessoais, sem obrigação para com a
correção jornalística, com a qual coaduno.
Um abraço,
Marcelo
P.S.: E continue escrevendo, escrever é muito bom mesmo.”
Mesmo não concordando com vários pontos do comentário de Ricárdo, me ative a corrigir a informação e não aquecer a polêmica, apesar da brincadeira no título deste post. Entretanto, não recuo um milímetro do que quis expressar naquele parágrafo: não gostei do som da banda, que tanto poderia estar num mal dia ou ser ruim mesmo. O som da casa também não estava lá essas coisas... acontece. E espero não magoar os sentimentos de ninguém em nenhum post futuro.
Monday, October 02, 2006
Eu me lembrarei dessa noite para sempre
À tarde Liebe Dich havia se materializado num telefonema de dois minutos, depois, como névoa, sumiu de novo... Antes que a ansiedade me destruísse completamente, fiz o que costumo fazer nessas situações: fui ao cinema. Queria ver “O Maior Amor do Mundo”, mas a fila para comprar o ingresso estava enorme depois que o Gerald Thomas bombou o filme em um artigo para a Folha de S. Paulo.
Atravessei a rua e optei por uma grata surpresa: o primeiro longa de Edgard Navarro, do média-metragem “Superoutro” (quem nunca viu esta pérola, procure-a), “Eu Me Lembro”. O filme é maravilhoso, um raro mergulho autobiográfico de um cineasta brasileiro. Cheio de memórias, faltou apenas o sabor da cocada, o cheiro do baseado e o aroma de alfazema para que o deja vu fosse completo.
As canções, as cores, a cenografia, o sotaque baiano, enfim, tudo, me trouxeram também lembranças da minha mais tenra infância. Muito daquilo contado ali está presente no epitélio da minha subconsciência. O canto, a mãe preta, todos aqueles elementos me trouxeram a memória minha primeira viagem ao interior de Sergipe, quando tinha cinco anos... Com toda essa idade, aquela viagem foi um marco em minha vida. Foi quando despertei e descobri que o mundo não era apenas eu.
O contato com a cena agreste de Sergipe foi um choque para um garotinho bem criado de Santos, que crescia à um quarteirão da praia. O contraste entre as duas realidades me trouxe um estranhamento natural, cujo auge se deu no contato com a benzedeira preta (é a primeira lembrança que tenho de uma pessoa tão preta). O contato da arruda molhada com água benta na minha testa, o cheiro do insenso com a arruda, a reza cantada em voz aguda e alta, me fizeram gritar, espernear, chorar enraivecidamente, com ódio de meus pais. Porque eu estava ali?
Eu estava porque tinha que ser batizado naquela cultura. Foi um ritual. Eu era aquilo tudo e não poderia negar jamais. Sou filho de nordestinos e toda aquela força terrena está no meu sangue. É da terra que tudo brota e é daquele barro que eu sou feito. Agradeço até hoje ao meu pai por aquele batismo de sangue, aquele momento, me inundando com a nossa cultura... Hoje não tenho mais medo de sarapatel e dobradinha e tento descobrir, em cinco minutos, de onde é cada nordestino com quem eu converso. Eu amo esse povo.
E a noite prosseguiu. Liguei para o velho companheiro de guerra, MS. Depois de um papo agradável e muita comida no Exquisito!, atravessamos a rua e fomos na Funhouse. Apesar de ter quebrado minha promessa e bebido pacas, inclusive vodka, eu lembro de absolutamente tudo, viu, Rê... Até quinta...
Atravessei a rua e optei por uma grata surpresa: o primeiro longa de Edgard Navarro, do média-metragem “Superoutro” (quem nunca viu esta pérola, procure-a), “Eu Me Lembro”. O filme é maravilhoso, um raro mergulho autobiográfico de um cineasta brasileiro. Cheio de memórias, faltou apenas o sabor da cocada, o cheiro do baseado e o aroma de alfazema para que o deja vu fosse completo.
As canções, as cores, a cenografia, o sotaque baiano, enfim, tudo, me trouxeram também lembranças da minha mais tenra infância. Muito daquilo contado ali está presente no epitélio da minha subconsciência. O canto, a mãe preta, todos aqueles elementos me trouxeram a memória minha primeira viagem ao interior de Sergipe, quando tinha cinco anos... Com toda essa idade, aquela viagem foi um marco em minha vida. Foi quando despertei e descobri que o mundo não era apenas eu.
O contato com a cena agreste de Sergipe foi um choque para um garotinho bem criado de Santos, que crescia à um quarteirão da praia. O contraste entre as duas realidades me trouxe um estranhamento natural, cujo auge se deu no contato com a benzedeira preta (é a primeira lembrança que tenho de uma pessoa tão preta). O contato da arruda molhada com água benta na minha testa, o cheiro do insenso com a arruda, a reza cantada em voz aguda e alta, me fizeram gritar, espernear, chorar enraivecidamente, com ódio de meus pais. Porque eu estava ali?
Eu estava porque tinha que ser batizado naquela cultura. Foi um ritual. Eu era aquilo tudo e não poderia negar jamais. Sou filho de nordestinos e toda aquela força terrena está no meu sangue. É da terra que tudo brota e é daquele barro que eu sou feito. Agradeço até hoje ao meu pai por aquele batismo de sangue, aquele momento, me inundando com a nossa cultura... Hoje não tenho mais medo de sarapatel e dobradinha e tento descobrir, em cinco minutos, de onde é cada nordestino com quem eu converso. Eu amo esse povo.
E a noite prosseguiu. Liguei para o velho companheiro de guerra, MS. Depois de um papo agradável e muita comida no Exquisito!, atravessamos a rua e fomos na Funhouse. Apesar de ter quebrado minha promessa e bebido pacas, inclusive vodka, eu lembro de absolutamente tudo, viu, Rê... Até quinta...
O mundo precisa ouvir Steve Marriot
Estou completamente fascinado por Small Faces e seu líder, Steve Marriot. Junto com outro gênio, Ronnie Lane (que depois montou os Faces com Rod Stewart e Ron Wood), o cantor baixinho e cabeçudo criou umas das melhores pérolas pop dos anos 60, como “Itchycoo Park” e seu lado B, “I´m Only Dreaming”, “All Or Nothing”, “Here Comes The Nice” e “My Mind´s Eye”.
Estou ouvindo a banda o tempo inteiro, nos últimos dias. Meu primeiro contato com os caras foi através do compacto simples de Itchycoo/I´m Only, que eu comprei num sebo de Santos por R$ 1... Hahahahaha. Depois, a curiosidade ficou ali, atiçando, e fiquei uns três anos percorrendo lojas de CDs atrás do vol. 32 da Definitive Collection, uma série alemã, pirataça, lançada no Brasil pela Paradoxx (às vezes aparecem uns volumes dessa série na Neto Discos e na Virtual Discos).
Entretanto, o que me fez ter certeza que os caras são gênios foi o You Tube, onde assisti uma performance impressionante de Marriot e a da banda no programa Beat Beat Beat, da TV Alemã, por volta de 1965, onde eles interpretam “Hey Girl”, “Watcha Gonna Do About It” e “Sha La La La Lee”, seus três primeiros sucessos. Marriot tem uma voz impressionante ao vivo e uma performance que, na época, deixava no chinelo Mick Jagger e Ray Davies.
Outra coisa que está me impressionando é a semelhança do vocal de Robert Plant com o de Marriot em alguns momentos. A voz do cantor do Small Faces que, após o fim da banda, criou a boa banda de hard rock Humble Pie, que revelou Peter Frampton, é uma espécie de protótipo das maneirices dos vocalistas de hard rock, como Plant e Paul Rodgers (Free). Para quem acha a comparação bizarra, faça a checagem comparando as versões de Plant e do Small Faces para o clássico “If I Were a Carpenter”.
Para quem ainda tem dúvidas de que a obra de Marriot, morto em 1991, é perene, procure ou baixe o DVD Tributo a Steve Marriot, gravado em 20 de abril de 2001 no Astoria Theatre, em Londres. O show teve as presenças de Noel Gallagher, Paul Weller, Peter Frampton, Kenny Jones e Ian MacLagan. O Humble Pie se reuniu após trinta anos para este show e toca seus clássicos como “I Don´t Need No Doctor”, a versão de Weller com Noel, Jones, MacLagan e Gem Archer de “I´m Only Dreaming” é inesquecível. O DVD é achável nas bancas da região da Paulista, custa R$ 12,90.
Estou ouvindo a banda o tempo inteiro, nos últimos dias. Meu primeiro contato com os caras foi através do compacto simples de Itchycoo/I´m Only, que eu comprei num sebo de Santos por R$ 1... Hahahahaha. Depois, a curiosidade ficou ali, atiçando, e fiquei uns três anos percorrendo lojas de CDs atrás do vol. 32 da Definitive Collection, uma série alemã, pirataça, lançada no Brasil pela Paradoxx (às vezes aparecem uns volumes dessa série na Neto Discos e na Virtual Discos).
Entretanto, o que me fez ter certeza que os caras são gênios foi o You Tube, onde assisti uma performance impressionante de Marriot e a da banda no programa Beat Beat Beat, da TV Alemã, por volta de 1965, onde eles interpretam “Hey Girl”, “Watcha Gonna Do About It” e “Sha La La La Lee”, seus três primeiros sucessos. Marriot tem uma voz impressionante ao vivo e uma performance que, na época, deixava no chinelo Mick Jagger e Ray Davies.
Outra coisa que está me impressionando é a semelhança do vocal de Robert Plant com o de Marriot em alguns momentos. A voz do cantor do Small Faces que, após o fim da banda, criou a boa banda de hard rock Humble Pie, que revelou Peter Frampton, é uma espécie de protótipo das maneirices dos vocalistas de hard rock, como Plant e Paul Rodgers (Free). Para quem acha a comparação bizarra, faça a checagem comparando as versões de Plant e do Small Faces para o clássico “If I Were a Carpenter”.
Para quem ainda tem dúvidas de que a obra de Marriot, morto em 1991, é perene, procure ou baixe o DVD Tributo a Steve Marriot, gravado em 20 de abril de 2001 no Astoria Theatre, em Londres. O show teve as presenças de Noel Gallagher, Paul Weller, Peter Frampton, Kenny Jones e Ian MacLagan. O Humble Pie se reuniu após trinta anos para este show e toca seus clássicos como “I Don´t Need No Doctor”, a versão de Weller com Noel, Jones, MacLagan e Gem Archer de “I´m Only Dreaming” é inesquecível. O DVD é achável nas bancas da região da Paulista, custa R$ 12,90.
Nova série: Listas Bestas 1
Momento Rob Fleming...
Dez melhores rrrrrrocks e baladas com sax... Jazz não vale
Nem curto sax e o uso exagerado de metais pode ser prejudicial ao rrrrrrrrock, mas outro dia estava pensando que, às vezes, um sax vai bem.
Never Tear Us Apart – INXs
Bitch e Brown Sugar – Rolling Stones, as duas com Bobby Keys no sax
Aladin Sane – David Bowie
Where Have All The Good Times Gone – vers. do Bowie, com o próprio camaleão no sax
Money – Pink Floyd
You Know My Name (Look Up The Number) - Beatles, com Brian Jones (Stones) no sax
I´m Only Dreaming – Small Faces (tem três segundos de sax, mais ou menos, mas entra devido meu momento Small Faces)
Good Golly Miss Molly – Little Richard
Shipbuilding – Elvis Costello
Dez melhores rrrrrrocks e baladas com sax... Jazz não vale
Nem curto sax e o uso exagerado de metais pode ser prejudicial ao rrrrrrrrock, mas outro dia estava pensando que, às vezes, um sax vai bem.
Never Tear Us Apart – INXs
Bitch e Brown Sugar – Rolling Stones, as duas com Bobby Keys no sax
Aladin Sane – David Bowie
Where Have All The Good Times Gone – vers. do Bowie, com o próprio camaleão no sax
Money – Pink Floyd
You Know My Name (Look Up The Number) - Beatles, com Brian Jones (Stones) no sax
I´m Only Dreaming – Small Faces (tem três segundos de sax, mais ou menos, mas entra devido meu momento Small Faces)
Good Golly Miss Molly – Little Richard
Shipbuilding – Elvis Costello
Wednesday, September 27, 2006
Hoje eu vi o horror e revivi um sonho passado
Pelo menos nove anos após nosso último encontro, revejo Aline em um restaurante japonês onde participava de um almoço de trabalho. O choque foi instantâneo. Ela estava mais alta (eu a conheci adolescente) e mais bela, sorriu seu melhor sorriso, entre surpresa e abalada. Eu levantei imediatamente da cadeira e a abracei demoradamente, conversamos pouco, pois estava trabalhando e peguei tudo que eu busquei durante os últimos nove anos, conversando com amigos em comum nossos, seu telefone e seu endereço.
Findo o almoço de trabalho, devidamente atrapalhado pelo choque, segurava aquele pedaço de papel como se fosse a minha vida. A memória de momentos emocionantes de minha vida estavam ali. Na época da faculdade, Aline era a minha parceira de rock´n´roll. Uma das maiores artistas que conheci, com múltiplos talentos (suas dobraduras e caricaturas são inesquecíveis), ela deu um pira em todos nós, viveu na Europa (Firenze e Barcelona), vendeu artesanato, dizem, chutou tudo e eu quero muito saber o quanto é verdade e contar tudo o que aconteceu comigo nesse tempo (é claro que já deu para mostrar a foto da minha filha!!!).
Mas não deu tempo de dizer, Aline, o quanto eu te amo e o quanto eu te admiro e o quanto eu sempre pensei em você. E eu vou falar tudo. Novidades nos próximos capítulos.
Ao acordar do sonho, vi o horror pouco depois. Em seguida ao almoço, saí para uma diligência de trabalho. Objetivo: visitar um abrigo de crianças com deficiência mental em situação de risco _em bom português: crianças deficientes abandonadas por suas famílias e que, tuteladas pelo Estado, passam a vida perambulando entre instituições pestilentas e imundas, como o local visitado ontem.
Vinte e cinco crianças, adolescentes e adultos, entre elas três moças, dividiam três quartos imundos, com colchões no chão, amontoados um sobre o outro. O cheiro de urina e mofo tomava conta do lugar. Todos estavam há dois meses no local, sem atendimento médico, odontológico e psiquiátrico. Remédios tarja preta eram armazenados na mesma dispensa que o arroz e o feijão. Já visitei cadeias em delegacias, já visitei unidades da Febem, mas ali, enfim, me senti no inferno_ o inferno do abandono, onde crianças de nove anos têm que lavar as próprias roupas.
Pedimos pelas fichas das crianças e nada. A resposta dada é que as crianças sairão dali no próximo sábado e irão para um prédio do Estado. E esses dois meses já passados, como o Estado vai recuperar? Mas, por incrível que pareça, as crianças e adolescentes nos contavam que aquele local nojento e imundo era melhor que o último abrigo onde estiveram, em Embú-Guaçu, onde eram agredidos e humilhados por supostos educadores.
A decisão saiu na hora. Chamamos a imprensa e mandamos um relatório urgente para o Juizado da Infãncia e da Juventude. Esperamos que antes de sábado elas saiam de lá. Carentes, os mais novos, principalmente, seguravam nossas mãos e pediam para ser adotados, seguravam minha câmera fotográfica e o gravador que emprestei para uma colega tomar depoimentos, pediam para ser fotografados em suas roupas maltrapilhas. Ofereciam seus melhores sorrisos e eu queria gritar, mas não podia. Quero apenas retransmitir-lhes seus gritos.
Findo o almoço de trabalho, devidamente atrapalhado pelo choque, segurava aquele pedaço de papel como se fosse a minha vida. A memória de momentos emocionantes de minha vida estavam ali. Na época da faculdade, Aline era a minha parceira de rock´n´roll. Uma das maiores artistas que conheci, com múltiplos talentos (suas dobraduras e caricaturas são inesquecíveis), ela deu um pira em todos nós, viveu na Europa (Firenze e Barcelona), vendeu artesanato, dizem, chutou tudo e eu quero muito saber o quanto é verdade e contar tudo o que aconteceu comigo nesse tempo (é claro que já deu para mostrar a foto da minha filha!!!).
Mas não deu tempo de dizer, Aline, o quanto eu te amo e o quanto eu te admiro e o quanto eu sempre pensei em você. E eu vou falar tudo. Novidades nos próximos capítulos.
Ao acordar do sonho, vi o horror pouco depois. Em seguida ao almoço, saí para uma diligência de trabalho. Objetivo: visitar um abrigo de crianças com deficiência mental em situação de risco _em bom português: crianças deficientes abandonadas por suas famílias e que, tuteladas pelo Estado, passam a vida perambulando entre instituições pestilentas e imundas, como o local visitado ontem.
Vinte e cinco crianças, adolescentes e adultos, entre elas três moças, dividiam três quartos imundos, com colchões no chão, amontoados um sobre o outro. O cheiro de urina e mofo tomava conta do lugar. Todos estavam há dois meses no local, sem atendimento médico, odontológico e psiquiátrico. Remédios tarja preta eram armazenados na mesma dispensa que o arroz e o feijão. Já visitei cadeias em delegacias, já visitei unidades da Febem, mas ali, enfim, me senti no inferno_ o inferno do abandono, onde crianças de nove anos têm que lavar as próprias roupas.
Pedimos pelas fichas das crianças e nada. A resposta dada é que as crianças sairão dali no próximo sábado e irão para um prédio do Estado. E esses dois meses já passados, como o Estado vai recuperar? Mas, por incrível que pareça, as crianças e adolescentes nos contavam que aquele local nojento e imundo era melhor que o último abrigo onde estiveram, em Embú-Guaçu, onde eram agredidos e humilhados por supostos educadores.
A decisão saiu na hora. Chamamos a imprensa e mandamos um relatório urgente para o Juizado da Infãncia e da Juventude. Esperamos que antes de sábado elas saiam de lá. Carentes, os mais novos, principalmente, seguravam nossas mãos e pediam para ser adotados, seguravam minha câmera fotográfica e o gravador que emprestei para uma colega tomar depoimentos, pediam para ser fotografados em suas roupas maltrapilhas. Ofereciam seus melhores sorrisos e eu queria gritar, mas não podia. Quero apenas retransmitir-lhes seus gritos.
Monday, September 25, 2006
An Ideal For Living
Maria Schneider: Terminou, acabou, chega!
Marlon Brando: Terminou e agora começa tudo de novo, e de novo, de novo...
Sensacional, não???
A vida podia ser como ``O Último Tango em Paris´´ (dir. Bernardo Bertolucci, 1972), não é?
Marlon Brando: Terminou e agora começa tudo de novo, e de novo, de novo...
Sensacional, não???
A vida podia ser como ``O Último Tango em Paris´´ (dir. Bernardo Bertolucci, 1972), não é?
Impulso e controle
Gente, faz um frio absurdo em São Paulo neste momento. Há exatamente 40 minutos, às 23h36, saí de casa, com o pijama por baixo da jaqueta, em direção ao supermercado 24 horas que fica um quarteirão e meio _e duas avenidas atravessadas_ de casa. Objetivo: comprar algo doce que não fosse sorvete (a droga mais pesada que eu consumo).
Consegui resistir ao sorvete, mas o impulso por doce era monstruoso. Antes de pagar as comprinhas, já tinha tomado um chandele e terminei o outro antes de chegar na esquina da primeira avenida, no caminho de volta. Na seqüência, abri e comecei a comer o biscoito Negresco, o outro item da compra. Após cruzar o portão do prédio, comecei a sentir enjôo. Parei. O pacote ficou pela metade, provavelmente ficará daquele jeito no armário por um bom tempo agora.
Impulsos. Tenho (não) lidado com eles a vida toda. A começar pelas minhas coleções, que foram sendo interrompidas ao longo do tempo: figurinhas, action heroes, selos, Playboys, até chegar aos discos (com esta paixão e a anterior eu não parei!!!). Depois ou simultâneamente vieram as paixões, primeiro as platônicas (de vez em quando eu ainda faço essa merda), depois todas as demais, sempre insanas, com direito a poucos amores e muitos machucados...
E assim as paixões e impulsos têm me domado. Ontem, conversava com um amigo, que pregava: “triste o homem que se deixa dominar pela carne”. Em seguida, conversava com uma ex-, convertida em amiga (na verdade, ela nunca deixou de ser amiga, mas é ex-também, merece o crédito) e ela me disse: “você precisa de controle”.
E, apesar de eu, até hoje, não ter corrido nenhum risco de vida absurdo, de não ter estado perto da morte de verdade, sei os riscos que uma vida desregrada pode trazer. Eu sempre soube disso. Hoje sei mais ainda, afinal tem uma pequena-grande menina de 6 anos que precisa de mim a 700 km daqui. Faz seis meses estava com o colesterol alto, o triglicérides na puta que pariu... E eu os venci, emagreci, fiz dieta, tomei 45 dias dos 90 previstos de remédio e tá lá, os índices baixaram.
Porque não posso fazer isso com a minha paixão, com o meu dinheiro, com minha libido, com minha paixão pelo álcool? Porque tenho que me apaixonar por todo sorriso ou unhas vermelhas em um pé branco toda vez que vejo uns, porque tenho que gastar todo meu dinheiro em pouco tempo e me endividar como um suicida louco, porque tenho que trepar toda vez que tenho vontade, mesmo sem ter ninguém com quem trepar, porque tenho que beber muito toda vez que saio? É preciso controle. E, muitas vezes, sobre a bike, eu tenho todo o controle... Essa magrelinha tem sido fundamental. As próximas vítimas serão os livros parados na estante... Pasarán todos!!!
Consegui resistir ao sorvete, mas o impulso por doce era monstruoso. Antes de pagar as comprinhas, já tinha tomado um chandele e terminei o outro antes de chegar na esquina da primeira avenida, no caminho de volta. Na seqüência, abri e comecei a comer o biscoito Negresco, o outro item da compra. Após cruzar o portão do prédio, comecei a sentir enjôo. Parei. O pacote ficou pela metade, provavelmente ficará daquele jeito no armário por um bom tempo agora.
Impulsos. Tenho (não) lidado com eles a vida toda. A começar pelas minhas coleções, que foram sendo interrompidas ao longo do tempo: figurinhas, action heroes, selos, Playboys, até chegar aos discos (com esta paixão e a anterior eu não parei!!!). Depois ou simultâneamente vieram as paixões, primeiro as platônicas (de vez em quando eu ainda faço essa merda), depois todas as demais, sempre insanas, com direito a poucos amores e muitos machucados...
E assim as paixões e impulsos têm me domado. Ontem, conversava com um amigo, que pregava: “triste o homem que se deixa dominar pela carne”. Em seguida, conversava com uma ex-, convertida em amiga (na verdade, ela nunca deixou de ser amiga, mas é ex-também, merece o crédito) e ela me disse: “você precisa de controle”.
E, apesar de eu, até hoje, não ter corrido nenhum risco de vida absurdo, de não ter estado perto da morte de verdade, sei os riscos que uma vida desregrada pode trazer. Eu sempre soube disso. Hoje sei mais ainda, afinal tem uma pequena-grande menina de 6 anos que precisa de mim a 700 km daqui. Faz seis meses estava com o colesterol alto, o triglicérides na puta que pariu... E eu os venci, emagreci, fiz dieta, tomei 45 dias dos 90 previstos de remédio e tá lá, os índices baixaram.
Porque não posso fazer isso com a minha paixão, com o meu dinheiro, com minha libido, com minha paixão pelo álcool? Porque tenho que me apaixonar por todo sorriso ou unhas vermelhas em um pé branco toda vez que vejo uns, porque tenho que gastar todo meu dinheiro em pouco tempo e me endividar como um suicida louco, porque tenho que trepar toda vez que tenho vontade, mesmo sem ter ninguém com quem trepar, porque tenho que beber muito toda vez que saio? É preciso controle. E, muitas vezes, sobre a bike, eu tenho todo o controle... Essa magrelinha tem sido fundamental. As próximas vítimas serão os livros parados na estante... Pasarán todos!!!
Saturday, September 23, 2006
Carta à WW
São Paulo, 23 de setembro de 2006,
Caro Sr. Wanderlei Luís Wildner,
Venho por estas mal traçadas linhas dizer que o show do senhor ontem no Studio SP foi foda. Putaquipariu, o show foi pau-a-pau com os dois maiores espetáculos de sua arte que eu assisti_ o show especial de Curitiba Rock Festival, em 2004, com o Frank Jorge, e um show que o senhor deu em 2000, quando estava na Trama (calma, vai passar!!!), no Blen-Blen, com o Júpiter Maça abrindo. O show foi tão bom que fiquei com uma conterrânea vossa aquele dia...
Bem, Wander, posso te chamar assim? Olha, o senhor arrumou uma puta banda boa agora, hein... A baixista, além de ser uma espoleta, toca bem pacas, e o guitarrista ainda precisa dar umas ensaiadas, mas quando ele dá aqueles solinhos Neil Young, o som fica maravilhoso, mais adequado ainda às proporções de seu talento.
Meu caro, agora eu queria tecer considerações sobre o local do show. Puta lugarzinho metido do caralho... Casa de artista pau no rabo do carai, velho... Tava de ressaca e com sono e não queria beber mais. Fui pedir uma coca, o negócio veio quente, fora os DJs que tocaram: dois imbecis, querendo dar showzinho. O primeiro parecia que achava que só tem rock nos EUA, só tocou Strokes e outras bandas americanas que acham que os anos 80 foram do caralho. Foram bons, só. O segundo chegou na maior marra, ligou um computadorzinho todo cheio das luzinhas e só acertou no final quando tocou “Se Você Pensa”, do Rei.
Meu, e teve aquela banda de abertura, o Super Reverb, que acha que toca rockabilly. Perdoando o colega baixista, o resto foi uma tristeza... Como na hora em que o vocalista anunciou que iria tocar uma música de um amigo dele, chamado Eddy Teddy!!! O negócio era uma versão de “It´s All Over Now” (Bobby e Shirley Jean Womack), eternizada pelos Stones... Assim não dá. Pô, afinal Wander, o povo estava no Studio SP para ver WW, não para ver o DJ ou Super Reverb, que ainda reclamou que o show terminou antes do combinado!!!
Mas falando em versões, vamos tecer considerações sobre seu repertório, Wander. Falando em covers, vamos começar por elas. Caceta: abrir com “Ganas de Vivir” foi genial, emocionante. O senhor tocou “Candy” também, “Lonely Boy”, metade na versão do Roger (não é?), metade no original. E tocou dois clássicos geniais do rock gaudério: “Um Lugar do Caralho”, de um tal de Flávio Basso, e “Empregada”, do tal do Frank Jorge... Me senti em POA, isso porque nunca estive lá. Se Deus quiser verei o Guaíba com os meus próprios olhos em novembro.
A versão que o senhor tocou de “Eu Não Consigo Ser Alegre o Dia Inteiro” foi demais! Comecei a lembrar da minha linda filha, que está morando longe de mim, em Maringá, de quem tenho saudades imensas. Ela é a maior fã do senhor, desde os dois anos de idade. Ela adora “O Sol que Me Ilumina”, “Eu não consigo...”, mas a preferida dela é “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita eu Te Amo”... Fiquei com um nó na garganta quando você tocou “camiseta”.
Foi um barato uma vez que viajamos juntos do Paraná para São Paulo e eu tive que explicar o que era porre. Imagina se ela ouvisse a versão que o senhor toca ao vivo... Um dia tenho certeza que eu e ela veremos um show do senhor juntos, aí, creio eu, ela já vai saber o que quer dizer aquela outra palavra que o senhor canta nessa música ao vivo... E eu não terei que passar pelo constrangimento de explicar.
E teve o bloco alcóolico de seu repertório, com “Bebendo Vinho” e “Quase um Alcóolatra”, que eu gosto muito e não esperava que o senhor a tocasse. É uma belíssima canção!
Bem, vou ficando por aqui e lhe desejo boa viagem e boa temporada!*
Um abração,
MO
*WW viajaria para um show em BH assim que terminasse o de SP. A partir da primeira terça-feira de outubro, tocará todas as terças com los Comancheros na casa “Mão Santa”, na rua Mourato Coelho, na Vila Madalena.
Caro Sr. Wanderlei Luís Wildner,
Venho por estas mal traçadas linhas dizer que o show do senhor ontem no Studio SP foi foda. Putaquipariu, o show foi pau-a-pau com os dois maiores espetáculos de sua arte que eu assisti_ o show especial de Curitiba Rock Festival, em 2004, com o Frank Jorge, e um show que o senhor deu em 2000, quando estava na Trama (calma, vai passar!!!), no Blen-Blen, com o Júpiter Maça abrindo. O show foi tão bom que fiquei com uma conterrânea vossa aquele dia...
Bem, Wander, posso te chamar assim? Olha, o senhor arrumou uma puta banda boa agora, hein... A baixista, além de ser uma espoleta, toca bem pacas, e o guitarrista ainda precisa dar umas ensaiadas, mas quando ele dá aqueles solinhos Neil Young, o som fica maravilhoso, mais adequado ainda às proporções de seu talento.
Meu caro, agora eu queria tecer considerações sobre o local do show. Puta lugarzinho metido do caralho... Casa de artista pau no rabo do carai, velho... Tava de ressaca e com sono e não queria beber mais. Fui pedir uma coca, o negócio veio quente, fora os DJs que tocaram: dois imbecis, querendo dar showzinho. O primeiro parecia que achava que só tem rock nos EUA, só tocou Strokes e outras bandas americanas que acham que os anos 80 foram do caralho. Foram bons, só. O segundo chegou na maior marra, ligou um computadorzinho todo cheio das luzinhas e só acertou no final quando tocou “Se Você Pensa”, do Rei.
Meu, e teve aquela banda de abertura, o Super Reverb, que acha que toca rockabilly. Perdoando o colega baixista, o resto foi uma tristeza... Como na hora em que o vocalista anunciou que iria tocar uma música de um amigo dele, chamado Eddy Teddy!!! O negócio era uma versão de “It´s All Over Now” (Bobby e Shirley Jean Womack), eternizada pelos Stones... Assim não dá. Pô, afinal Wander, o povo estava no Studio SP para ver WW, não para ver o DJ ou Super Reverb, que ainda reclamou que o show terminou antes do combinado!!!
Mas falando em versões, vamos tecer considerações sobre seu repertório, Wander. Falando em covers, vamos começar por elas. Caceta: abrir com “Ganas de Vivir” foi genial, emocionante. O senhor tocou “Candy” também, “Lonely Boy”, metade na versão do Roger (não é?), metade no original. E tocou dois clássicos geniais do rock gaudério: “Um Lugar do Caralho”, de um tal de Flávio Basso, e “Empregada”, do tal do Frank Jorge... Me senti em POA, isso porque nunca estive lá. Se Deus quiser verei o Guaíba com os meus próprios olhos em novembro.
A versão que o senhor tocou de “Eu Não Consigo Ser Alegre o Dia Inteiro” foi demais! Comecei a lembrar da minha linda filha, que está morando longe de mim, em Maringá, de quem tenho saudades imensas. Ela é a maior fã do senhor, desde os dois anos de idade. Ela adora “O Sol que Me Ilumina”, “Eu não consigo...”, mas a preferida dela é “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita eu Te Amo”... Fiquei com um nó na garganta quando você tocou “camiseta”.
Foi um barato uma vez que viajamos juntos do Paraná para São Paulo e eu tive que explicar o que era porre. Imagina se ela ouvisse a versão que o senhor toca ao vivo... Um dia tenho certeza que eu e ela veremos um show do senhor juntos, aí, creio eu, ela já vai saber o que quer dizer aquela outra palavra que o senhor canta nessa música ao vivo... E eu não terei que passar pelo constrangimento de explicar.
E teve o bloco alcóolico de seu repertório, com “Bebendo Vinho” e “Quase um Alcóolatra”, que eu gosto muito e não esperava que o senhor a tocasse. É uma belíssima canção!
Bem, vou ficando por aqui e lhe desejo boa viagem e boa temporada!*
Um abração,
MO
*WW viajaria para um show em BH assim que terminasse o de SP. A partir da primeira terça-feira de outubro, tocará todas as terças com los Comancheros na casa “Mão Santa”, na rua Mourato Coelho, na Vila Madalena.
Sunday, September 17, 2006
Quem estava na Funhouse?
Olhando as fotos do Motomix, finalmente descobri quem estava na Funhouse na madruga de sexta para sábado. Além de Alex Kapranos, estavam presentes o baterista do Franz Ferdinand, Paul Thomson, o vocalista do Art Brut, Eddie Argos, que pessoalmente parece muito Oscar Wilde, e o guitarrista do AB, Chris Chinchilla, que era quem conversava com o headbanger brasiliense sobre Deep Purple. Para Argos, que parecia estar bem louco, este escriba recomendou: "Don´t worry, man! Just never get worried!"
Saturday, September 16, 2006
Franz Ferdinand na Funhouse
Alex Kapranos e sua entourage passaram esta madrugada (de sexta, 15, para sábado, 16) na Funhouse, em São Paulo. Kapranos, pelo menos mais um integrante do FF, roadies, amigos e talvez gente do Art Brut e uma cicerone brasileira foram curtir a verdadeira "casa de todas as casas".
A turma chegou por volta das 2h, circulou por todos os ambientes e acabou ficando de vez no lounge (piso superior), curtindo a jukebox com os fãs, onde tocava Weezer, FF (o brasileiro nem sabe agradar) e Clash. Um dos FFs se entretia com um headbanger falando de Deep Purple e a banda nem dava sinais de estar preocupada com a perseguição da prefeitura de São Paulo ao evento.
Na sexta, parte das performances programadas para o MIS e o Mube foram canceladas pela administração (Serra) Kassab. Até as 8h de hoje, o novo local da performance do FF, Art Brut e outros, prevista originalmente para um lugar medonho chamado Espaço das Américas, na Barra Funda, e também cancelada pela prefeitura, não estava agendado.
Apesar disso, a banda e seus amigos se divertiam numa boa, conversando com todos que os abordavam, especialmente Alex Kapranos, cuja masculinidade foi testada por uma bela fã-kosher carioca, que saiu satisfeita com o beijo do vocalista/guitarrista, cuja sexualidade é o assunto de mais matérias do que o som da banda. Destaque especial para uma turma grande de Brasília que veio à São Paulo especialmente para o show e que praticamente tomava conta do lounge da Funhouse, perguntando o tempo todo onde estava Clara Averbuck, e para Deborah, uma verdadeira Deusa.
A única cara feia na turma era a da cicerone da banda, que olhava preocupada a cada vez que alguém se aproximava, mas tanto Kapranos como seus amigos estavam curtindo mesmo o contato direto com o público.
E entre os fãs da banda que estavam na Funhouse o boato é que o show seria transferido da Barra Funda para o excelente Via Funchal, na Vila Olímpia, disparada a melhor casa de shows de São Paulo.
A turma chegou por volta das 2h, circulou por todos os ambientes e acabou ficando de vez no lounge (piso superior), curtindo a jukebox com os fãs, onde tocava Weezer, FF (o brasileiro nem sabe agradar) e Clash. Um dos FFs se entretia com um headbanger falando de Deep Purple e a banda nem dava sinais de estar preocupada com a perseguição da prefeitura de São Paulo ao evento.
Na sexta, parte das performances programadas para o MIS e o Mube foram canceladas pela administração (Serra) Kassab. Até as 8h de hoje, o novo local da performance do FF, Art Brut e outros, prevista originalmente para um lugar medonho chamado Espaço das Américas, na Barra Funda, e também cancelada pela prefeitura, não estava agendado.
Apesar disso, a banda e seus amigos se divertiam numa boa, conversando com todos que os abordavam, especialmente Alex Kapranos, cuja masculinidade foi testada por uma bela fã-kosher carioca, que saiu satisfeita com o beijo do vocalista/guitarrista, cuja sexualidade é o assunto de mais matérias do que o som da banda. Destaque especial para uma turma grande de Brasília que veio à São Paulo especialmente para o show e que praticamente tomava conta do lounge da Funhouse, perguntando o tempo todo onde estava Clara Averbuck, e para Deborah, uma verdadeira Deusa.
A única cara feia na turma era a da cicerone da banda, que olhava preocupada a cada vez que alguém se aproximava, mas tanto Kapranos como seus amigos estavam curtindo mesmo o contato direto com o público.
E entre os fãs da banda que estavam na Funhouse o boato é que o show seria transferido da Barra Funda para o excelente Via Funchal, na Vila Olímpia, disparada a melhor casa de shows de São Paulo.
Thursday, September 07, 2006
Scandurra e Vanessa no gargarejo

Como é bom voltar ao rock´n´roll!!! Estava havia alguns meses sem ir a um bom show de rock, desde um show do Ira! em praça pública. Em meio ao marasmo alucinado de muito trabalho, nem tinha atinado para as datas do Campari Rock e nem do que estaria em risco se perdesse os shows de Gang of Four e Cardigans_ duas bandas que não estão muito presentes em minha discoteca.
Apesar de ter influenciado boa parte da geração brasileira de músicos dos anos 80, como Ira!, minha banda preferida, a fase inicial dos Titãs e um pouco o pessoal de Brasília, nunca tinha parado para ouvir Gang of Four. Como não tenho um bom computador, nunca fiquei baixando música e algumas faixas ouvidas num iPod (é assim que escreve?) era tudo o que eu conhecia (valeu Helô!), fora os versos do refrão de “Damaged Goods” (your kiss so sweet/your taste so sour), já ouvidos em algumas baladas. Ponto.
Mas os tiozinhos, todos na casa dos 50 anos, ao vivo, impressionam. A começar pelo vocalista Jon King, cujos trejeitos foram imitados por inúmeros outros astros do rock, de Peter Garret, do Midnight Oil, a Renato Russo. O guitarrista Andy Gill, que produziu meio mundo nos anos 90, inclusive o Red Hot da época do guitarrista Hillel Slovak, é um show à parte com seus vocais e suas (des)sutilezas na guitarra alta, muito alta. Como o vocalista não toca nenhum instrumento, apenas destrói um microondas com um taco de beisebol, o baixo de Dave Allen assume muito mais funções do que apenas acompanhar. Muitas vezes ele é a base ritmíca sobre a qual Andy delira com apenas seis cordas. E o baterista Hugo Burnham, que não tocava desde 1986 e estava preocupado com seu som, segura a onda com competência.
Na platéia, do meu lado, meu ídolo, Edgard Scandurra, gritando como um garotão. Estranho ver o artista que você admira na platéia, pedindo uma música insistentemente, ali, do gargarejo. No show dos Cardigans, outra honra, Vanessa Krongold, do Ludov. Fiz questão de abrir passagem para a melhor cantora desse país poder tietar com paixão. Sorriso de fora a fora, admirando como uma cantora pode tão bem reencarnar outra. Nina Persson é Stevie Nicks quando jovem. Alguém tem que avisar o Cardigans para fazer um show tocando o Rumours inteiro...
Bem, e teve o Montage! Cara, uma das melhores performances de uma banda brasileira que eu vi na vida... O que é aquilo!
Renata, valeu pelo toque! Foi lindo.
Pra quem não viu o show, clique aqui para ver as fotos de Renata D´Elia, direto do gargarejo.
Sobre a foto: fim do show, minha amiga não resiste e pede 5 segundos para o Edgard. Eu preferi fazer um xiste e esticar o pescoço, bancando o "pirate´s parrot".
Sunday, August 27, 2006
Carta para ela
Olha, “sem rótulos” (hehehehe)... Não importa o que vai dar no final, o que importa é que tenho que dizer que esses últimos nove dias que eu tive foram maravilhosos. E aconteça o que acontecer, seja daqui mais nove dias ou nove meses, tenho que dizer que tive uma semana e pouco daquelas que se têm poucas oportunidades para viver. Uma semana com sete dias inesquecíveis, daquelas que, acho, todo mundo gostaria que acontecesse mais vezes na vida.
Estar contigo é um constante desafio, um eterno conquistar. Suas “exigências” só aumentam a minha vontade de acertar, a vontade de querer que dê certo. É por isso que aceito seus movimentos, suas cartas... Ao fazer tuas vontades, alimento também os meus desejos. Não estou infeliz nem um pouco, não houve tempo para infelicidade ainda.
E é com esse frescor da novidade que eu posso dizer que não estou trabalhando com parâmetros anteriores. Para mim, tudo em você é novo ou ganhou um novo frescor: andar de moto, fazer mais exercícios, falar tudo, contar coisas que antes eu achava impensáveis. Com você, amor, eu quero fazer muitos planos, tornar a realidade fantástica e minhas fantasias em realidade, e “sem rótulos”.
E essa é a letra de Balada Pra João e Joana (Samuel Rosa e Chico Amaral), cujos versos eu acho que tem um pouco a ver com nossa trajetória até agora:
Então os dois se acharam na escuridão
Ela com os pes no chão e ele não
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali
Djô Djô, o mundo está tão mau lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora?
Então eles se deram na convicção
Feitos um pro outro, mas por exclusão
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali
Djô Djô, cai um temporal lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora?
Eram os dois avessos aos normais
Ela com os pés no chão, e o chão se abriu
Um abismo
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se perderam ali
Djô Djô, nada pára, nada espera
Djô Djô, que o destino assim quisera
E tudo aconteceu
Quando as mãos se tocaram
Quando os olhos nem viram
Quando a noite chegou
E tudo estremeceu
As paredes do tempo
Os telhados do mundo
As cidades do céu
Estar contigo é um constante desafio, um eterno conquistar. Suas “exigências” só aumentam a minha vontade de acertar, a vontade de querer que dê certo. É por isso que aceito seus movimentos, suas cartas... Ao fazer tuas vontades, alimento também os meus desejos. Não estou infeliz nem um pouco, não houve tempo para infelicidade ainda.
E é com esse frescor da novidade que eu posso dizer que não estou trabalhando com parâmetros anteriores. Para mim, tudo em você é novo ou ganhou um novo frescor: andar de moto, fazer mais exercícios, falar tudo, contar coisas que antes eu achava impensáveis. Com você, amor, eu quero fazer muitos planos, tornar a realidade fantástica e minhas fantasias em realidade, e “sem rótulos”.
E essa é a letra de Balada Pra João e Joana (Samuel Rosa e Chico Amaral), cujos versos eu acho que tem um pouco a ver com nossa trajetória até agora:
Então os dois se acharam na escuridão
Ela com os pes no chão e ele não
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali
Djô Djô, o mundo está tão mau lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora?
Então eles se deram na convicção
Feitos um pro outro, mas por exclusão
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali
Djô Djô, cai um temporal lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora?
Eram os dois avessos aos normais
Ela com os pés no chão, e o chão se abriu
Um abismo
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se perderam ali
Djô Djô, nada pára, nada espera
Djô Djô, que o destino assim quisera
E tudo aconteceu
Quando as mãos se tocaram
Quando os olhos nem viram
Quando a noite chegou
E tudo estremeceu
As paredes do tempo
Os telhados do mundo
As cidades do céu
Sunday, August 13, 2006
Bem, esse texto é para falar de Click...
... novo filme do Adam Sandler. Mas eu perdi a idéia do título para esse post. Tive a idéia na noite de sábado, logo depois de assistir. Era uma idéia fabulosa. Bem, fazer o quê? Chego a conclusão de que devo sempre portar papel e caneta. O professor Dirceu já dizia que isso é item obrigatório para nós, malditos jornalistas...
Provavelmente, eu era um dos alunos que o Dirceu olhava e achava que não tinha jeito de jornalista. Segundo ele, jornalista se reconhecia pelo jeito de andar. Não sei, não tenho certeza absolutamente disso. Repórteres, talvez, mas jornalistas podem ser qualquer coisa. Mas se você é só repórter, talvez seja repórter a vida inteira...
Já que comecei errado, vou encurtar o texto. O filme que o senhor Adam Sandler fez é imperdível. O melhor do humor judeu e do humor sobre família, sobre afeto, com uma pincelada boa de drama. E ainda toca U2 num ponto crucial da história. "Ultra Violet". Deu vontade de ouvir na hora.
Aliás, nota mil para a sala 5 do Roxy, em Santos, multiplex de rua, e esta sala deve ter uns 500 lugares. No coração de Santos, no Gonzaga. Alguma coisa vai bem em Santos, pelo menos. E o preço, fantástico.
Provavelmente, eu era um dos alunos que o Dirceu olhava e achava que não tinha jeito de jornalista. Segundo ele, jornalista se reconhecia pelo jeito de andar. Não sei, não tenho certeza absolutamente disso. Repórteres, talvez, mas jornalistas podem ser qualquer coisa. Mas se você é só repórter, talvez seja repórter a vida inteira...
Já que comecei errado, vou encurtar o texto. O filme que o senhor Adam Sandler fez é imperdível. O melhor do humor judeu e do humor sobre família, sobre afeto, com uma pincelada boa de drama. E ainda toca U2 num ponto crucial da história. "Ultra Violet". Deu vontade de ouvir na hora.
Aliás, nota mil para a sala 5 do Roxy, em Santos, multiplex de rua, e esta sala deve ter uns 500 lugares. No coração de Santos, no Gonzaga. Alguma coisa vai bem em Santos, pelo menos. E o preço, fantástico.
Thursday, August 10, 2006
Bizz e a cagada da “capa do açougueiro cover”
Nota: publico abaixo carta enviada por e-mail à Bizz na data de hoje (a carta foi sem os palavrões, hehehe)
Caro senhor Ricardo Alexandre,
A Bizz perdeu uma oportunidade rara de ensinar um pouco de cultura musical aos seus leitores ao não explicar adequadamente que a capa da edição 204 se inspirou na capa da coletânea “Yesterday And Today” (conhecida como “The Butcher Sleeve”_a capa do açougueiro), lançada em 66, (há 40 anos!!!!) exclusivamente nos Estados Unidos e retirada das lojas por pressões puritanistas.
A linha de crédito dada no rodapé do editorial assinado por Ricardo Alexandre laconicamente informa que a foto da banda é de “Nino Andrés, numa homenagem à célebre foto de Robert Whitaker com os Beatles”. E que o leitor poderia saber mais sobre as fotos assistindo ao making of no site da Bizz. Porra, que p... descaso!!!
Ao invés de democratizar a informação e torná-la disponível a todos os leitores, a revista a esconde no site. É claro que o público que lê a Bizz (a Abril deve ter pago rios de dinheiro para pesquisar isso) tem acesso a internet banda larga, mas porque deixar de fazer a conexão com uma sub junto ao próprio material sobre o Skank (aliás, fique claro aqui, a matéria de Alex Antunes está fabulosa!!!)????
Segundo Barry Miles, o biógrafo de Paul McCartney, em seu livro “The Beatles a diary: An intimate day by day history”, John Lennon, numa entrevista posterior ao episódio, explicou o motivo da violência empregada nas imagens: “Bob (Robert Whitaker) estava numas de (Salvador) Dalí e realizar fotos surreais... ela foi inspirada na nossa irritação e ressentimento em ter que fazer ´outra sessão fotográfica´ e ´outra coisa à la Beatles´. Nós estamos cansados disso... Essa combinação produziu aquela capa”
Caramba!!!! A situação de 40 anos atrás, numa das coisas mais bonitas do pop, se repete, agora com o Skank, que na reveladora matéria de Antunes demonstra estar cansado de ser um Skank que já não é mais, exatamente como os Beatles se sentiam em 25 de março de 1966, quando a sessão de fotos ocorreu na casa de Whitaker. Desde 2000, o Skank trilha um caminho independente, vendendo menos álbuns, mas não deixando de ganhar bem com seus shows e a alta rotação radiofônica e televisiva, sem recorrer aos recursos já usados para catapultá-los à fama, se reconstruindo como banda a cada dia.
Tudo isso poderia ter sido amarrado com a matéria de Alex Antunes e explicado num texto de 20 a 30 linhas... E o que a Bizz faz: enfia no site!!!
Em tempo, “Yesterday and Today”, foi lançado com a capa “pesada” em 15 de junho de 1966 nos EUA. A capa foi retirada de circulação no dia seguinte. Os discos foram retirados da loja e a Capitol colou sobre a capa original uma capa anódina. Colecionadores retiraram a nova capa com cuidado e várias cópias da “capa do açougueiro” são vendidas em sebos por altas quantias de dinheiro.
Fica a pergunta: porque a Bizz “escondeu” essas informações de seus leitores numa edição que tinha tudo para ser perfeita e histórica? Didatismo e cultura não fazem mal a ninguém.
Atenciosamente,
Mxxxxxx Oxxxxxxx
São Paulo
P.S.: Aliás, será que a Bizz “escondeu” a informação pois a produção da foto mandou muito mal e esqueceu de um pequeno detalhe... sujar os aventais de açougueiro de nossos Beatleskanks???
Caro senhor Ricardo Alexandre,
A Bizz perdeu uma oportunidade rara de ensinar um pouco de cultura musical aos seus leitores ao não explicar adequadamente que a capa da edição 204 se inspirou na capa da coletânea “Yesterday And Today” (conhecida como “The Butcher Sleeve”_a capa do açougueiro), lançada em 66, (há 40 anos!!!!) exclusivamente nos Estados Unidos e retirada das lojas por pressões puritanistas.
A linha de crédito dada no rodapé do editorial assinado por Ricardo Alexandre laconicamente informa que a foto da banda é de “Nino Andrés, numa homenagem à célebre foto de Robert Whitaker com os Beatles”. E que o leitor poderia saber mais sobre as fotos assistindo ao making of no site da Bizz. Porra, que p... descaso!!!
Ao invés de democratizar a informação e torná-la disponível a todos os leitores, a revista a esconde no site. É claro que o público que lê a Bizz (a Abril deve ter pago rios de dinheiro para pesquisar isso) tem acesso a internet banda larga, mas porque deixar de fazer a conexão com uma sub junto ao próprio material sobre o Skank (aliás, fique claro aqui, a matéria de Alex Antunes está fabulosa!!!)????
Segundo Barry Miles, o biógrafo de Paul McCartney, em seu livro “The Beatles a diary: An intimate day by day history”, John Lennon, numa entrevista posterior ao episódio, explicou o motivo da violência empregada nas imagens: “Bob (Robert Whitaker) estava numas de (Salvador) Dalí e realizar fotos surreais... ela foi inspirada na nossa irritação e ressentimento em ter que fazer ´outra sessão fotográfica´ e ´outra coisa à la Beatles´. Nós estamos cansados disso... Essa combinação produziu aquela capa”
Caramba!!!! A situação de 40 anos atrás, numa das coisas mais bonitas do pop, se repete, agora com o Skank, que na reveladora matéria de Antunes demonstra estar cansado de ser um Skank que já não é mais, exatamente como os Beatles se sentiam em 25 de março de 1966, quando a sessão de fotos ocorreu na casa de Whitaker. Desde 2000, o Skank trilha um caminho independente, vendendo menos álbuns, mas não deixando de ganhar bem com seus shows e a alta rotação radiofônica e televisiva, sem recorrer aos recursos já usados para catapultá-los à fama, se reconstruindo como banda a cada dia.
Tudo isso poderia ter sido amarrado com a matéria de Alex Antunes e explicado num texto de 20 a 30 linhas... E o que a Bizz faz: enfia no site!!!
Em tempo, “Yesterday and Today”, foi lançado com a capa “pesada” em 15 de junho de 1966 nos EUA. A capa foi retirada de circulação no dia seguinte. Os discos foram retirados da loja e a Capitol colou sobre a capa original uma capa anódina. Colecionadores retiraram a nova capa com cuidado e várias cópias da “capa do açougueiro” são vendidas em sebos por altas quantias de dinheiro.
Fica a pergunta: porque a Bizz “escondeu” essas informações de seus leitores numa edição que tinha tudo para ser perfeita e histórica? Didatismo e cultura não fazem mal a ninguém.
Atenciosamente,
Mxxxxxx Oxxxxxxx
São Paulo
P.S.: Aliás, será que a Bizz “escondeu” a informação pois a produção da foto mandou muito mal e esqueceu de um pequeno detalhe... sujar os aventais de açougueiro de nossos Beatleskanks???
Monday, August 07, 2006
A perda de peso é continua
Se livrar de pesos, de qualquer espécie, faz muito bem para pele. Há um mês resolvi ajudar um amigo com problemas na família. Ele havia arrumado meu computador e era uma pessoa muito legal... Até que veio para dentro de minha casa!!! Como é interessante ver as pessoas dessa forma, é quando você realmente as vê. Não tem balada ou conversa que demonstre como é uma pessoa realmente, até que ela entra na sua casa...
E esse cara virou tudo aqui do avesso. Me deixou atônito. Roupas sujas, lixo, um tapete no meio da sala, uma cama no canto... Um bonequinho do Corinthians no meio da sala...
É claro que, diante de tudo que andou ocorrendo em minha vida nos últimos seis anos, o casamento frustrado, os murros em ponta-de-faca, as roubadas, meu coração anda duro, meu espírito reticente. Mas meu corpo tenta vingar minha índole e quer se mover. Ele não sabe bem ainda para onde. Uma médica (posso dizer até amiga) me indica o auto-conhecimento, uma amigona me indicou psiquiatra, mas tenho muito medo. Tenho medo do que vou encontrar.
Não sei se alguma droga ou saber se sou mais chato e complexo do que realmente aparento vão me ajudar em algo. Eu acho que é tudo mais simples: movimento, deixar a cabeça completamente fora do trabalho quando estou fora dele, namorar bastante, sair, me divertir de verdade, conhecer gente... Aliás, tô conhecendo uma pessoa muito boa. Viu, querida??? Sem palavras negativas hoje.
Bem, mas voltando ao começo, o amigo/peso está indo embora e eu já começo a me sentir bem melhor, após 8 dias terríveis, com o sofrimento do meu pai no hospital, o início da lenta recuperação, discussões em casa. Ainda bem que a minha mana esteve por aqui. Sem palavras pela sua paciência, companhia e sabedoria, viu??? Você é a caçula, mas eu queria ser como você.
Bem, e perder peso é bom demais. Do ponto de vista físico, dei fim em nove quilos já. Em dezembro, este que vos fala estava com 95kg, a cara redonda, agora estou com peso de garoto: 86,5/87 kg de muito amor para dar. Andando de bike, comendo coisas saudáveis, buscando o melhor para mim. Vamos em frente, ainda tem um caminhão de coisas para fazer e eu não posso ficar aqui parado.
E esse cara virou tudo aqui do avesso. Me deixou atônito. Roupas sujas, lixo, um tapete no meio da sala, uma cama no canto... Um bonequinho do Corinthians no meio da sala...
É claro que, diante de tudo que andou ocorrendo em minha vida nos últimos seis anos, o casamento frustrado, os murros em ponta-de-faca, as roubadas, meu coração anda duro, meu espírito reticente. Mas meu corpo tenta vingar minha índole e quer se mover. Ele não sabe bem ainda para onde. Uma médica (posso dizer até amiga) me indica o auto-conhecimento, uma amigona me indicou psiquiatra, mas tenho muito medo. Tenho medo do que vou encontrar.
Não sei se alguma droga ou saber se sou mais chato e complexo do que realmente aparento vão me ajudar em algo. Eu acho que é tudo mais simples: movimento, deixar a cabeça completamente fora do trabalho quando estou fora dele, namorar bastante, sair, me divertir de verdade, conhecer gente... Aliás, tô conhecendo uma pessoa muito boa. Viu, querida??? Sem palavras negativas hoje.
Bem, mas voltando ao começo, o amigo/peso está indo embora e eu já começo a me sentir bem melhor, após 8 dias terríveis, com o sofrimento do meu pai no hospital, o início da lenta recuperação, discussões em casa. Ainda bem que a minha mana esteve por aqui. Sem palavras pela sua paciência, companhia e sabedoria, viu??? Você é a caçula, mas eu queria ser como você.
Bem, e perder peso é bom demais. Do ponto de vista físico, dei fim em nove quilos já. Em dezembro, este que vos fala estava com 95kg, a cara redonda, agora estou com peso de garoto: 86,5/87 kg de muito amor para dar. Andando de bike, comendo coisas saudáveis, buscando o melhor para mim. Vamos em frente, ainda tem um caminhão de coisas para fazer e eu não posso ficar aqui parado.
Friday, August 04, 2006
Comentários liberados
Leitores queridos (se é que tenho algum...), podem comentar a vontade. Finalmente habilitei comentários anônimos e para pessoas não filiadas ao Blogger.
Beijo no coração!
Beijo no coração!
Thursday, July 27, 2006
Quem é que faz a alegria do povo????
Mengo!!! Mengo!!! Vi as imagens da comemoração da torcida do Flamengo no Rio. Como queria estar lá ontem!!! Mas não estava, estava aqui em São Paulo, de volta a minha amada cidade após 15 dias fora. Então tá bom, eu queria estar em Santo Amaro, Itaquera, Jd. Miriam, no Braz, todo e qualquer lugar com grande concentração de nordestinos, comendo um sarapatel, cercado de gente maravilhosa do meu povo maravilhoso, brasileiro, gritando MENGO!!!
É o meu time, eu o escolhi. Me emocionei, aos 7 anos, não esqueço, no dia do segundo jogo contra o Cobreloa, quando os chilenos, caçaram Zico e companhia em campo. Perdemos, mas, em campo neutro, em Buenos Aires, na negra, o futebol-arte, e o toque de bola imbatível do Flamengo venceu. Este era o meu time, dali em diante. Para sempre. Estava superado o óbvio, a escolha óbvia de torcer para o Santos, o time da minha cidade. Meu coração já tinha dono: Zico, seus sócios, e depois seus herdeiros.
E como é bom ver o Flamengo ganhar um título nacional de novo. A última alegria que tive com o Mengo foi o tri-carioca em cima do Vasco, com aquele golaço do Petkovic de falta, Isabella na barriga da mãe. Depois, tudo o que eu quis do time é que ele fosse rebaixado. Durante muito tempo achava que a única solução, para que os dirigentes picaretas do Flamengo se rendessem ao óbvio e reformulassem o time, fosse o rebaixamento, agora acho que não. Só a Glória salva o Flamengo.
É o meu time, eu o escolhi. Me emocionei, aos 7 anos, não esqueço, no dia do segundo jogo contra o Cobreloa, quando os chilenos, caçaram Zico e companhia em campo. Perdemos, mas, em campo neutro, em Buenos Aires, na negra, o futebol-arte, e o toque de bola imbatível do Flamengo venceu. Este era o meu time, dali em diante. Para sempre. Estava superado o óbvio, a escolha óbvia de torcer para o Santos, o time da minha cidade. Meu coração já tinha dono: Zico, seus sócios, e depois seus herdeiros.
E como é bom ver o Flamengo ganhar um título nacional de novo. A última alegria que tive com o Mengo foi o tri-carioca em cima do Vasco, com aquele golaço do Petkovic de falta, Isabella na barriga da mãe. Depois, tudo o que eu quis do time é que ele fosse rebaixado. Durante muito tempo achava que a única solução, para que os dirigentes picaretas do Flamengo se rendessem ao óbvio e reformulassem o time, fosse o rebaixamento, agora acho que não. Só a Glória salva o Flamengo.
Thursday, July 20, 2006
PROCURA-SE NAMORADA, URGENTE...
Homem, 32 anos, pouquíssimo exigente, morador da zona sul, nível superior, procura fêmea para fins de namoro, com possibilidade, inclusive, de casamento e/ou reprodução.
Pai, separado, bem apanhado, sem doenças crônicas graves, em plena higidez mental, dentição completa, funções sexuais e reprodutoras ativas. Conhecedor das prendas do lar e da administração doméstica e orçamentária.
Dote considerável..., proporcional ao pé-de-meia (42).
EXIGE-SE:
Que a parceira goste de crianças, a mesma pode, inclusive, já ter uma ou até duas. A candidata deve estar disposta a fazer sexo de 3 a 4 vezes por semana (média nacional), e não usar drogas injetáveis, inaláveis ou fumáveis. Possua dentição completa ou com próteses não-aparentes, tenha o aparelho reprodutor em ordem. Pode ser loira, morena, ruiva (estuda-se propostas de orientais), baixa ou alta, magra, no ponto, ou com alguma suculência, desde que sem grandes reentrâncias. Se não for peluda (isso inclui as partes pudendas), melhor.
Dá-se preferência a não-fumantes e com nível superior em andamento ou já cursado. Ganha pontos se tiver olhos claros e pele clarinha. Ganha muitos pontos se o nariz tiver alguma característica exótica. Pintas na pele, ou sardas, são desejáveis. Pode beber, inclusive além de socialmente. Não precisa saber cozinhar, mas deve gostar de caminhar e, se possível, de praticar esportes. Ganha pontos se gostar de rock, exceto heavy metal pós-NWOBHM.
Pai, separado, bem apanhado, sem doenças crônicas graves, em plena higidez mental, dentição completa, funções sexuais e reprodutoras ativas. Conhecedor das prendas do lar e da administração doméstica e orçamentária.
Dote considerável..., proporcional ao pé-de-meia (42).
EXIGE-SE:
Que a parceira goste de crianças, a mesma pode, inclusive, já ter uma ou até duas. A candidata deve estar disposta a fazer sexo de 3 a 4 vezes por semana (média nacional), e não usar drogas injetáveis, inaláveis ou fumáveis. Possua dentição completa ou com próteses não-aparentes, tenha o aparelho reprodutor em ordem. Pode ser loira, morena, ruiva (estuda-se propostas de orientais), baixa ou alta, magra, no ponto, ou com alguma suculência, desde que sem grandes reentrâncias. Se não for peluda (isso inclui as partes pudendas), melhor.
Dá-se preferência a não-fumantes e com nível superior em andamento ou já cursado. Ganha pontos se tiver olhos claros e pele clarinha. Ganha muitos pontos se o nariz tiver alguma característica exótica. Pintas na pele, ou sardas, são desejáveis. Pode beber, inclusive além de socialmente. Não precisa saber cozinhar, mas deve gostar de caminhar e, se possível, de praticar esportes. Ganha pontos se gostar de rock, exceto heavy metal pós-NWOBHM.
Friday, July 14, 2006
Frase do dia 1
"É proibido em todos os Estados. Para falar a verdade, é proibido em todos os Estados, menos no Texas." (do exterminador de pragas contratado pela vizinha dos Sem-Floresta ao falar de uma das armadilhas que havia instalado no quintal da animalcida). Cinema americano. Anti-Bush até nos filmes infantis.
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