Monday, September 25, 2006

An Ideal For Living

Maria Schneider: Terminou, acabou, chega!
Marlon Brando: Terminou e agora começa tudo de novo, e de novo, de novo...

Sensacional, não???

A vida podia ser como ``O Último Tango em Paris´´ (dir. Bernardo Bertolucci, 1972), não é?

Impulso e controle

Gente, faz um frio absurdo em São Paulo neste momento. Há exatamente 40 minutos, às 23h36, saí de casa, com o pijama por baixo da jaqueta, em direção ao supermercado 24 horas que fica um quarteirão e meio _e duas avenidas atravessadas_ de casa. Objetivo: comprar algo doce que não fosse sorvete (a droga mais pesada que eu consumo).

Consegui resistir ao sorvete, mas o impulso por doce era monstruoso. Antes de pagar as comprinhas, já tinha tomado um chandele e terminei o outro antes de chegar na esquina da primeira avenida, no caminho de volta. Na seqüência, abri e comecei a comer o biscoito Negresco, o outro item da compra. Após cruzar o portão do prédio, comecei a sentir enjôo. Parei. O pacote ficou pela metade, provavelmente ficará daquele jeito no armário por um bom tempo agora.

Impulsos. Tenho (não) lidado com eles a vida toda. A começar pelas minhas coleções, que foram sendo interrompidas ao longo do tempo: figurinhas, action heroes, selos, Playboys, até chegar aos discos (com esta paixão e a anterior eu não parei!!!). Depois ou simultâneamente vieram as paixões, primeiro as platônicas (de vez em quando eu ainda faço essa merda), depois todas as demais, sempre insanas, com direito a poucos amores e muitos machucados...

E assim as paixões e impulsos têm me domado. Ontem, conversava com um amigo, que pregava: “triste o homem que se deixa dominar pela carne”. Em seguida, conversava com uma ex-, convertida em amiga (na verdade, ela nunca deixou de ser amiga, mas é ex-também, merece o crédito) e ela me disse: “você precisa de controle”.

E, apesar de eu, até hoje, não ter corrido nenhum risco de vida absurdo, de não ter estado perto da morte de verdade, sei os riscos que uma vida desregrada pode trazer. Eu sempre soube disso. Hoje sei mais ainda, afinal tem uma pequena-grande menina de 6 anos que precisa de mim a 700 km daqui. Faz seis meses estava com o colesterol alto, o triglicérides na puta que pariu... E eu os venci, emagreci, fiz dieta, tomei 45 dias dos 90 previstos de remédio e tá lá, os índices baixaram.

Porque não posso fazer isso com a minha paixão, com o meu dinheiro, com minha libido, com minha paixão pelo álcool? Porque tenho que me apaixonar por todo sorriso ou unhas vermelhas em um pé branco toda vez que vejo uns, porque tenho que gastar todo meu dinheiro em pouco tempo e me endividar como um suicida louco, porque tenho que trepar toda vez que tenho vontade, mesmo sem ter ninguém com quem trepar, porque tenho que beber muito toda vez que saio? É preciso controle. E, muitas vezes, sobre a bike, eu tenho todo o controle... Essa magrelinha tem sido fundamental. As próximas vítimas serão os livros parados na estante... Pasarán todos!!!

Saturday, September 23, 2006

Carta à WW

São Paulo, 23 de setembro de 2006,

Caro Sr. Wanderlei Luís Wildner,

Venho por estas mal traçadas linhas dizer que o show do senhor ontem no Studio SP foi foda. Putaquipariu, o show foi pau-a-pau com os dois maiores espetáculos de sua arte que eu assisti_ o show especial de Curitiba Rock Festival, em 2004, com o Frank Jorge, e um show que o senhor deu em 2000, quando estava na Trama (calma, vai passar!!!), no Blen-Blen, com o Júpiter Maça abrindo. O show foi tão bom que fiquei com uma conterrânea vossa aquele dia...

Bem, Wander, posso te chamar assim? Olha, o senhor arrumou uma puta banda boa agora, hein... A baixista, além de ser uma espoleta, toca bem pacas, e o guitarrista ainda precisa dar umas ensaiadas, mas quando ele dá aqueles solinhos Neil Young, o som fica maravilhoso, mais adequado ainda às proporções de seu talento.

Meu caro, agora eu queria tecer considerações sobre o local do show. Puta lugarzinho metido do caralho... Casa de artista pau no rabo do carai, velho... Tava de ressaca e com sono e não queria beber mais. Fui pedir uma coca, o negócio veio quente, fora os DJs que tocaram: dois imbecis, querendo dar showzinho. O primeiro parecia que achava que só tem rock nos EUA, só tocou Strokes e outras bandas americanas que acham que os anos 80 foram do caralho. Foram bons, só. O segundo chegou na maior marra, ligou um computadorzinho todo cheio das luzinhas e só acertou no final quando tocou “Se Você Pensa”, do Rei.

Meu, e teve aquela banda de abertura, o Super Reverb, que acha que toca rockabilly. Perdoando o colega baixista, o resto foi uma tristeza... Como na hora em que o vocalista anunciou que iria tocar uma música de um amigo dele, chamado Eddy Teddy!!! O negócio era uma versão de “It´s All Over Now” (Bobby e Shirley Jean Womack), eternizada pelos Stones... Assim não dá. Pô, afinal Wander, o povo estava no Studio SP para ver WW, não para ver o DJ ou Super Reverb, que ainda reclamou que o show terminou antes do combinado!!!

Mas falando em versões, vamos tecer considerações sobre seu repertório, Wander. Falando em covers, vamos começar por elas. Caceta: abrir com “Ganas de Vivir” foi genial, emocionante. O senhor tocou “Candy” também, “Lonely Boy”, metade na versão do Roger (não é?), metade no original. E tocou dois clássicos geniais do rock gaudério: “Um Lugar do Caralho”, de um tal de Flávio Basso, e “Empregada”, do tal do Frank Jorge... Me senti em POA, isso porque nunca estive lá. Se Deus quiser verei o Guaíba com os meus próprios olhos em novembro.

A versão que o senhor tocou de “Eu Não Consigo Ser Alegre o Dia Inteiro” foi demais! Comecei a lembrar da minha linda filha, que está morando longe de mim, em Maringá, de quem tenho saudades imensas. Ela é a maior fã do senhor, desde os dois anos de idade. Ela adora “O Sol que Me Ilumina”, “Eu não consigo...”, mas a preferida dela é “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita eu Te Amo”... Fiquei com um nó na garganta quando você tocou “camiseta”.

Foi um barato uma vez que viajamos juntos do Paraná para São Paulo e eu tive que explicar o que era porre. Imagina se ela ouvisse a versão que o senhor toca ao vivo... Um dia tenho certeza que eu e ela veremos um show do senhor juntos, aí, creio eu, ela já vai saber o que quer dizer aquela outra palavra que o senhor canta nessa música ao vivo... E eu não terei que passar pelo constrangimento de explicar.

E teve o bloco alcóolico de seu repertório, com “Bebendo Vinho” e “Quase um Alcóolatra”, que eu gosto muito e não esperava que o senhor a tocasse. É uma belíssima canção!

Bem, vou ficando por aqui e lhe desejo boa viagem e boa temporada!*

Um abração,

MO

*WW viajaria para um show em BH assim que terminasse o de SP. A partir da primeira terça-feira de outubro, tocará todas as terças com los Comancheros na casa “Mão Santa”, na rua Mourato Coelho, na Vila Madalena.

Sunday, September 17, 2006

Quem estava na Funhouse?

Olhando as fotos do Motomix, finalmente descobri quem estava na Funhouse na madruga de sexta para sábado. Além de Alex Kapranos, estavam presentes o baterista do Franz Ferdinand, Paul Thomson, o vocalista do Art Brut, Eddie Argos, que pessoalmente parece muito Oscar Wilde, e o guitarrista do AB, Chris Chinchilla, que era quem conversava com o headbanger brasiliense sobre Deep Purple. Para Argos, que parecia estar bem louco, este escriba recomendou: "Don´t worry, man! Just never get worried!"

Saturday, September 16, 2006

Franz Ferdinand na Funhouse

Alex Kapranos e sua entourage passaram esta madrugada (de sexta, 15, para sábado, 16) na Funhouse, em São Paulo. Kapranos, pelo menos mais um integrante do FF, roadies, amigos e talvez gente do Art Brut e uma cicerone brasileira foram curtir a verdadeira "casa de todas as casas".

A turma chegou por volta das 2h, circulou por todos os ambientes e acabou ficando de vez no lounge (piso superior), curtindo a jukebox com os fãs, onde tocava Weezer, FF (o brasileiro nem sabe agradar) e Clash. Um dos FFs se entretia com um headbanger falando de Deep Purple e a banda nem dava sinais de estar preocupada com a perseguição da prefeitura de São Paulo ao evento.

Na sexta, parte das performances programadas para o MIS e o Mube foram canceladas pela administração (Serra) Kassab. Até as 8h de hoje, o novo local da performance do FF, Art Brut e outros, prevista originalmente para um lugar medonho chamado Espaço das Américas, na Barra Funda, e também cancelada pela prefeitura, não estava agendado.

Apesar disso, a banda e seus amigos se divertiam numa boa, conversando com todos que os abordavam, especialmente Alex Kapranos, cuja masculinidade foi testada por uma bela fã-kosher carioca, que saiu satisfeita com o beijo do vocalista/guitarrista, cuja sexualidade é o assunto de mais matérias do que o som da banda. Destaque especial para uma turma grande de Brasília que veio à São Paulo especialmente para o show e que praticamente tomava conta do lounge da Funhouse, perguntando o tempo todo onde estava Clara Averbuck, e para Deborah, uma verdadeira Deusa.

A única cara feia na turma era a da cicerone da banda, que olhava preocupada a cada vez que alguém se aproximava, mas tanto Kapranos como seus amigos estavam curtindo mesmo o contato direto com o público.

E entre os fãs da banda que estavam na Funhouse o boato é que o show seria transferido da Barra Funda para o excelente Via Funchal, na Vila Olímpia, disparada a melhor casa de shows de São Paulo.

Thursday, September 07, 2006

Scandurra e Vanessa no gargarejo




Como é bom voltar ao rock´n´roll!!! Estava havia alguns meses sem ir a um bom show de rock, desde um show do Ira! em praça pública. Em meio ao marasmo alucinado de muito trabalho, nem tinha atinado para as datas do Campari Rock e nem do que estaria em risco se perdesse os shows de Gang of Four e Cardigans_ duas bandas que não estão muito presentes em minha discoteca.

Apesar de ter influenciado boa parte da geração brasileira de músicos dos anos 80, como Ira!, minha banda preferida, a fase inicial dos Titãs e um pouco o pessoal de Brasília, nunca tinha parado para ouvir Gang of Four. Como não tenho um bom computador, nunca fiquei baixando música e algumas faixas ouvidas num iPod (é assim que escreve?) era tudo o que eu conhecia (valeu Helô!), fora os versos do refrão de “Damaged Goods” (your kiss so sweet/your taste so sour), já ouvidos em algumas baladas. Ponto.

Mas os tiozinhos, todos na casa dos 50 anos, ao vivo, impressionam. A começar pelo vocalista Jon King, cujos trejeitos foram imitados por inúmeros outros astros do rock, de Peter Garret, do Midnight Oil, a Renato Russo. O guitarrista Andy Gill, que produziu meio mundo nos anos 90, inclusive o Red Hot da época do guitarrista Hillel Slovak, é um show à parte com seus vocais e suas (des)sutilezas na guitarra alta, muito alta. Como o vocalista não toca nenhum instrumento, apenas destrói um microondas com um taco de beisebol, o baixo de Dave Allen assume muito mais funções do que apenas acompanhar. Muitas vezes ele é a base ritmíca sobre a qual Andy delira com apenas seis cordas. E o baterista Hugo Burnham, que não tocava desde 1986 e estava preocupado com seu som, segura a onda com competência.

Na platéia, do meu lado, meu ídolo, Edgard Scandurra, gritando como um garotão. Estranho ver o artista que você admira na platéia, pedindo uma música insistentemente, ali, do gargarejo. No show dos Cardigans, outra honra, Vanessa Krongold, do Ludov. Fiz questão de abrir passagem para a melhor cantora desse país poder tietar com paixão. Sorriso de fora a fora, admirando como uma cantora pode tão bem reencarnar outra. Nina Persson é Stevie Nicks quando jovem. Alguém tem que avisar o Cardigans para fazer um show tocando o Rumours inteiro...

Bem, e teve o Montage! Cara, uma das melhores performances de uma banda brasileira que eu vi na vida... O que é aquilo!

Renata, valeu pelo toque! Foi lindo.

Pra quem não viu o show, clique aqui para ver as fotos de Renata D´Elia, direto do gargarejo.

Sobre a foto: fim do show, minha amiga não resiste e pede 5 segundos para o Edgard. Eu preferi fazer um xiste e esticar o pescoço, bancando o "pirate´s parrot".

Sunday, August 27, 2006

Carta para ela

Olha, “sem rótulos” (hehehehe)... Não importa o que vai dar no final, o que importa é que tenho que dizer que esses últimos nove dias que eu tive foram maravilhosos. E aconteça o que acontecer, seja daqui mais nove dias ou nove meses, tenho que dizer que tive uma semana e pouco daquelas que se têm poucas oportunidades para viver. Uma semana com sete dias inesquecíveis, daquelas que, acho, todo mundo gostaria que acontecesse mais vezes na vida.

Estar contigo é um constante desafio, um eterno conquistar. Suas “exigências” só aumentam a minha vontade de acertar, a vontade de querer que dê certo. É por isso que aceito seus movimentos, suas cartas... Ao fazer tuas vontades, alimento também os meus desejos. Não estou infeliz nem um pouco, não houve tempo para infelicidade ainda.

E é com esse frescor da novidade que eu posso dizer que não estou trabalhando com parâmetros anteriores. Para mim, tudo em você é novo ou ganhou um novo frescor: andar de moto, fazer mais exercícios, falar tudo, contar coisas que antes eu achava impensáveis. Com você, amor, eu quero fazer muitos planos, tornar a realidade fantástica e minhas fantasias em realidade, e “sem rótulos”.

E essa é a letra de Balada Pra João e Joana (Samuel Rosa e Chico Amaral), cujos versos eu acho que tem um pouco a ver com nossa trajetória até agora:

Então os dois se acharam na escuridão
Ela com os pes no chão e ele não
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali

Djô Djô, o mundo está tão mau lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora?

Então eles se deram na convicção
Feitos um pro outro, mas por exclusão
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali

Djô Djô, cai um temporal lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora?

Eram os dois avessos aos normais
Ela com os pés no chão, e o chão se abriu
Um abismo
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se perderam ali

Djô Djô, nada pára, nada espera
Djô Djô, que o destino assim quisera

E tudo aconteceu
Quando as mãos se tocaram
Quando os olhos nem viram
Quando a noite chegou
E tudo estremeceu
As paredes do tempo
Os telhados do mundo
As cidades do céu


Sunday, August 13, 2006

Bem, esse texto é para falar de Click...

... novo filme do Adam Sandler. Mas eu perdi a idéia do título para esse post. Tive a idéia na noite de sábado, logo depois de assistir. Era uma idéia fabulosa. Bem, fazer o quê? Chego a conclusão de que devo sempre portar papel e caneta. O professor Dirceu já dizia que isso é item obrigatório para nós, malditos jornalistas...

Provavelmente, eu era um dos alunos que o Dirceu olhava e achava que não tinha jeito de jornalista. Segundo ele, jornalista se reconhecia pelo jeito de andar. Não sei, não tenho certeza absolutamente disso. Repórteres, talvez, mas jornalistas podem ser qualquer coisa. Mas se você é só repórter, talvez seja repórter a vida inteira...

Já que comecei errado, vou encurtar o texto. O filme que o senhor Adam Sandler fez é imperdível. O melhor do humor judeu e do humor sobre família, sobre afeto, com uma pincelada boa de drama. E ainda toca U2 num ponto crucial da história. "Ultra Violet". Deu vontade de ouvir na hora.

Aliás, nota mil para a sala 5 do Roxy, em Santos, multiplex de rua, e esta sala deve ter uns 500 lugares. No coração de Santos, no Gonzaga. Alguma coisa vai bem em Santos, pelo menos. E o preço, fantástico.

Thursday, August 10, 2006

Bizz e a cagada da “capa do açougueiro cover”

Nota: publico abaixo carta enviada por e-mail à Bizz na data de hoje (a carta foi sem os palavrões, hehehe)

Caro senhor Ricardo Alexandre,

A Bizz perdeu uma oportunidade rara de ensinar um pouco de cultura musical aos seus leitores ao não explicar adequadamente que a capa da edição 204 se inspirou na capa da coletânea “Yesterday And Today” (conhecida como “The Butcher Sleeve”_a capa do açougueiro), lançada em 66, (há 40 anos!!!!) exclusivamente nos Estados Unidos e retirada das lojas por pressões puritanistas.

A linha de crédito dada no rodapé do editorial assinado por Ricardo Alexandre laconicamente informa que a foto da banda é de “Nino Andrés, numa homenagem à célebre foto de Robert Whitaker com os Beatles”. E que o leitor poderia saber mais sobre as fotos assistindo ao making of no site da Bizz. Porra, que p... descaso!!!

Ao invés de democratizar a informação e torná-la disponível a todos os leitores, a revista a esconde no site. É claro que o público que lê a Bizz (a Abril deve ter pago rios de dinheiro para pesquisar isso) tem acesso a internet banda larga, mas porque deixar de fazer a conexão com uma sub junto ao próprio material sobre o Skank (aliás, fique claro aqui, a matéria de Alex Antunes está fabulosa!!!)????

Segundo Barry Miles, o biógrafo de Paul McCartney, em seu livro “The Beatles a diary: An intimate day by day history”, John Lennon, numa entrevista posterior ao episódio, explicou o motivo da violência empregada nas imagens: “Bob (Robert Whitaker) estava numas de (Salvador) Dalí e realizar fotos surreais... ela foi inspirada na nossa irritação e ressentimento em ter que fazer ´outra sessão fotográfica´ e ´outra coisa à la Beatles´. Nós estamos cansados disso... Essa combinação produziu aquela capa”

Caramba!!!! A situação de 40 anos atrás, numa das coisas mais bonitas do pop, se repete, agora com o Skank, que na reveladora matéria de Antunes demonstra estar cansado de ser um Skank que já não é mais, exatamente como os Beatles se sentiam em 25 de março de 1966, quando a sessão de fotos ocorreu na casa de Whitaker. Desde 2000, o Skank trilha um caminho independente, vendendo menos álbuns, mas não deixando de ganhar bem com seus shows e a alta rotação radiofônica e televisiva, sem recorrer aos recursos já usados para catapultá-los à fama, se reconstruindo como banda a cada dia.

Tudo isso poderia ter sido amarrado com a matéria de Alex Antunes e explicado num texto de 20 a 30 linhas... E o que a Bizz faz: enfia no site!!!

Em tempo, “Yesterday and Today”, foi lançado com a capa “pesada” em 15 de junho de 1966 nos EUA. A capa foi retirada de circulação no dia seguinte. Os discos foram retirados da loja e a Capitol colou sobre a capa original uma capa anódina. Colecionadores retiraram a nova capa com cuidado e várias cópias da “capa do açougueiro” são vendidas em sebos por altas quantias de dinheiro.

Fica a pergunta: porque a Bizz “escondeu” essas informações de seus leitores numa edição que tinha tudo para ser perfeita e histórica? Didatismo e cultura não fazem mal a ninguém.

Atenciosamente,

Mxxxxxx Oxxxxxxx
São Paulo

P.S.: Aliás, será que a Bizz “escondeu” a informação pois a produção da foto mandou muito mal e esqueceu de um pequeno detalhe... sujar os aventais de açougueiro de nossos Beatleskanks???

Monday, August 07, 2006

A perda de peso é continua

Se livrar de pesos, de qualquer espécie, faz muito bem para pele. Há um mês resolvi ajudar um amigo com problemas na família. Ele havia arrumado meu computador e era uma pessoa muito legal... Até que veio para dentro de minha casa!!! Como é interessante ver as pessoas dessa forma, é quando você realmente as vê. Não tem balada ou conversa que demonstre como é uma pessoa realmente, até que ela entra na sua casa...

E esse cara virou tudo aqui do avesso. Me deixou atônito. Roupas sujas, lixo, um tapete no meio da sala, uma cama no canto... Um bonequinho do Corinthians no meio da sala...

É claro que, diante de tudo que andou ocorrendo em minha vida nos últimos seis anos, o casamento frustrado, os murros em ponta-de-faca, as roubadas, meu coração anda duro, meu espírito reticente. Mas meu corpo tenta vingar minha índole e quer se mover. Ele não sabe bem ainda para onde. Uma médica (posso dizer até amiga) me indica o auto-conhecimento, uma amigona me indicou psiquiatra, mas tenho muito medo. Tenho medo do que vou encontrar.

Não sei se alguma droga ou saber se sou mais chato e complexo do que realmente aparento vão me ajudar em algo. Eu acho que é tudo mais simples: movimento, deixar a cabeça completamente fora do trabalho quando estou fora dele, namorar bastante, sair, me divertir de verdade, conhecer gente... Aliás, tô conhecendo uma pessoa muito boa. Viu, querida??? Sem palavras negativas hoje.

Bem, mas voltando ao começo, o amigo/peso está indo embora e eu já começo a me sentir bem melhor, após 8 dias terríveis, com o sofrimento do meu pai no hospital, o início da lenta recuperação, discussões em casa. Ainda bem que a minha mana esteve por aqui. Sem palavras pela sua paciência, companhia e sabedoria, viu??? Você é a caçula, mas eu queria ser como você.

Bem, e perder peso é bom demais. Do ponto de vista físico, dei fim em nove quilos já. Em dezembro, este que vos fala estava com 95kg, a cara redonda, agora estou com peso de garoto: 86,5/87 kg de muito amor para dar. Andando de bike, comendo coisas saudáveis, buscando o melhor para mim. Vamos em frente, ainda tem um caminhão de coisas para fazer e eu não posso ficar aqui parado.

Friday, August 04, 2006

Comentários liberados

Leitores queridos (se é que tenho algum...), podem comentar a vontade. Finalmente habilitei comentários anônimos e para pessoas não filiadas ao Blogger.

Beijo no coração!

Thursday, July 27, 2006

Quem é que faz a alegria do povo????

Mengo!!! Mengo!!! Vi as imagens da comemoração da torcida do Flamengo no Rio. Como queria estar lá ontem!!! Mas não estava, estava aqui em São Paulo, de volta a minha amada cidade após 15 dias fora. Então tá bom, eu queria estar em Santo Amaro, Itaquera, Jd. Miriam, no Braz, todo e qualquer lugar com grande concentração de nordestinos, comendo um sarapatel, cercado de gente maravilhosa do meu povo maravilhoso, brasileiro, gritando MENGO!!!

É o meu time, eu o escolhi. Me emocionei, aos 7 anos, não esqueço, no dia do segundo jogo contra o Cobreloa, quando os chilenos, caçaram Zico e companhia em campo. Perdemos, mas, em campo neutro, em Buenos Aires, na negra, o futebol-arte, e o toque de bola imbatível do Flamengo venceu. Este era o meu time, dali em diante. Para sempre. Estava superado o óbvio, a escolha óbvia de torcer para o Santos, o time da minha cidade. Meu coração já tinha dono: Zico, seus sócios, e depois seus herdeiros.

E como é bom ver o Flamengo ganhar um título nacional de novo. A última alegria que tive com o Mengo foi o tri-carioca em cima do Vasco, com aquele golaço do Petkovic de falta, Isabella na barriga da mãe. Depois, tudo o que eu quis do time é que ele fosse rebaixado. Durante muito tempo achava que a única solução, para que os dirigentes picaretas do Flamengo se rendessem ao óbvio e reformulassem o time, fosse o rebaixamento, agora acho que não. Só a Glória salva o Flamengo.

Thursday, July 20, 2006

PROCURA-SE NAMORADA, URGENTE...

Homem, 32 anos, pouquíssimo exigente, morador da zona sul, nível superior, procura fêmea para fins de namoro, com possibilidade, inclusive, de casamento e/ou reprodução.
Pai, separado, bem apanhado, sem doenças crônicas graves, em plena higidez mental, dentição completa, funções sexuais e reprodutoras ativas. Conhecedor das prendas do lar e da administração doméstica e orçamentária.

Dote considerável..., proporcional ao pé-de-meia (42).

EXIGE-SE:

Que a parceira goste de crianças, a mesma pode, inclusive, já ter uma ou até duas. A candidata deve estar disposta a fazer sexo de 3 a 4 vezes por semana (média nacional), e não usar drogas injetáveis, inaláveis ou fumáveis. Possua dentição completa ou com próteses não-aparentes, tenha o aparelho reprodutor em ordem. Pode ser loira, morena, ruiva (estuda-se propostas de orientais), baixa ou alta, magra, no ponto, ou com alguma suculência, desde que sem grandes reentrâncias. Se não for peluda (isso inclui as partes pudendas), melhor.

Dá-se preferência a não-fumantes e com nível superior em andamento ou já cursado. Ganha pontos se tiver olhos claros e pele clarinha. Ganha muitos pontos se o nariz tiver alguma característica exótica. Pintas na pele, ou sardas, são desejáveis. Pode beber, inclusive além de socialmente. Não precisa saber cozinhar, mas deve gostar de caminhar e, se possível, de praticar esportes. Ganha pontos se gostar de rock, exceto heavy metal pós-NWOBHM.

Friday, July 14, 2006

Frase do dia 1

"É proibido em todos os Estados. Para falar a verdade, é proibido em todos os Estados, menos no Texas." (do exterminador de pragas contratado pela vizinha dos Sem-Floresta ao falar de uma das armadilhas que havia instalado no quintal da animalcida). Cinema americano. Anti-Bush até nos filmes infantis.

Relâmpago McQueen é a edição ultra-moderna de Ulisses

Homero finalmente encontrou sua versão 3-D. Faltou o melodrama de Penélope e suas recusas a todas propostas de casamento, mas Carros (Cars, 2006, EUA), da Pixar (a.k.a Disney, por enquanto), é meio que uma versão super animada da epopéia do guerreiro grego, que desaparece em meio a uma missão e retorna triunfante para retomar seu reino.

Relâmpago McQueen (uma clara homenagem ao ator Steve McQueen, um piloto fora das pistas) é um carro novato muito veloz e audaz, uma espécie de Rookie of The Year. Patrocinado por uma empresa que produz o melhor anti-ferrugem do mercado, marca da qual o jovem bólido tem vergonha, ele espera ser o futuro campeão da Copa Pistão e ser patrocinado pela grande marca que dá apoio ao atual campeão _um veterano prestes a se aposentar.

Após um empate triplo numa corrida, que McQueen perde por pura arrogância, ao não aceitar o conselho da equipe para trocar os pneus, o título tem que ser decidido numa corrida extra na Califórnia. No meio do caminho, nosso Ulisses de metal acaba se perdendo de sua nau, no caso seu caminhão e fiel escudeiro Mack.

Sem faróis, sem GPS e sem conhecimento de estrada, McQueen se perde no mar, no caso o meio do caminho, numa beirada da Route 66, aquela mesmo, a clássica estrada eternizada por Chuck Berry. O carro acaba parando em Radiator Springs, uma cidadezinha que outrora foi a rainha do grande canyon, hoje meio que uma cidade fantasma, mantida pelo amor de seus cidadãos _o juiz Hudson, a promotora Sally, o hippie Ramone, e o guincho Mate, o borracheiro Guido, entre outros, todos fantásticos e muito bem dublados na versão brasileira.

A diferença maior para o enredo de Ulisses está aí. Na história clássica, o herói tem que retornar a seu meio para retomar o seu amor. Na trama de Joe Ranft, o desvio no caminho é preciso para McQueen se encontrar e descobrir que a vida é muito mais que uma pista de corrida.

Na cidadezinha, ele descobre o amor (Sally, uma Porsche carrera com tattoo tribal), a natureza, o valor das coisas simples e seu ídolo, o grande Hudson Hornett, tricampeão da década de 50. É aí que o lado Disney da Pixar entra forte e o desenho ajuda a moldar o caráter de crianças mundo afora.

Apesar de um enredo sobre máquinas, Carros é incrivelmente humano ao mostrar como o homem pode destruir verdadeiros paraísos, destruir economias de cidades pequenas, o meio-ambiente, os sonhos de outras pessoas, com atos impensados, em troca de um atalho que faz menos de 10 minutos de diferença no final do caminho. A trilha, nesse momento introspectivo do filme, nos oferece um Randy Newman inspiradíssimo que entrega a belíssima “Our Town” a magnífica interpretação de James Taylor, soberbo...

Paramos por aqui, para saber como esse Ulisses moderníssimo consegue retornar ao seu meio e sair vitorioso, vocês devem ir ao cinema, com ou sem seus filhos, e assistir. Vale a pena.

Logo, logo, assim que possível, comentarei o engraçadíssimo Os Sem-Floresta.

Tuesday, July 11, 2006

Carros

Assim que eu tiver tempo para sentar e escrever direito, vou falar tudo sobre Carros, um dos melhores filmes que eu vi nos últimos tempos. E comentem, porra, senão eu fico triste...

Sunday, July 09, 2006

A vida é torcer

É pai. 62 anos ontem. Bem vividos, não sei. 36 anos no prédio, demissão no ano passado, depois da aposentadoria. Agora tá bem, mas tá com aquela doença, cujo nome você não gosta de falar. Eu sei como é difícil para você, afinal de contas o tio teve também, e não teve sorte.

Bem, mas a vida é torcer, meu velho, e eu estou contigo. Já esqueci tudo, tá? Esqueci que você me proibia ir muito longe com a bicicleta, mas lembrei que foi você que segurou o celim da bike até eu aprender a andar... Esqueci que você não gostava que eu jogasse bola, mas, mesmo assim, batia uma bolinha com a gente na praia. Esqueci, principalmente, que você não queria que eu tivesse banda e esqueci que você queria que eu fosse doutor...

Mas, com você, eu também aprendi a ser turrão e fiz tudo, no fim das contas, do jeito que eu quis. E tenho que agradecer a você, por você ter sido meu pai. Por isso, ontem, na hora dos parabéns, eu corri para pegar a câmera e bater as duas últimas fotos do filme, porque, infelizmente, poderia ter sido seu último bolo de aniversário, apesar de que eu tenho certeza que não será.

Talvez você não saiba, mas eu te amo, e vou estar junto contigo.

Monday, July 03, 2006

Pra não dizer que não falei da seleção

Independente da polêmica se o pessoal tinha que marcar o Henry ou não no lance do gol ou fazer linha de impedimento (alô Roberto Carlos!!!), independente da desunião do time, das esquesitices e teimosias do Parreira, da overdose de cobertura da Globo, da não-Copa do Ronaldinho Gaúcho, informo que não deixo de ser brasileiro, independentemente de o Zidane ter jogado muitissima bola sábado.

Informo também que não deixarei de torcer, na Copa, para algum time que tenha algo de brasileiro. Então, pra frente Felipão!!! Quem sabe tu volta. Avante escola de Sagres, avante infantes portugueses. O mundo pode ser de vocês de novo, ainda que por algumas horas.

Bem, mas antes de mais nada. "Ah, Parreira, vai tomar no cu..."

Como eu era feio...

Olha, nunca me considerei um lindo, não sou mesmo, mas, caralho, na pós-adolescência, na faculdade, eu era a própria encarnação do Beelzebu. Entretanto, as coleguinhas, ah as coleguinhas, mesmo com os mullets da época só de rever algumas delas, quase que paixões platônicas de outrora retornam...

Quem me achar nas várias fotos em que apareço no link abaixo ganha um drops de cogumelo... Beijo no coração.

http://deborahokida.multiply.com/photos/album/4

Desculpem qualquer coisa...

Amigos, os textos estão cheio de pequenos erros de pontuação e deslizes de estilo, como repetições de palavras num mesmo parágrafo. Peço desculpas a todos, mas informo que não vou revisar não. Tô escrevendo de lan house e revisar custaria uma graninha... Melhor poupar para novas idéias, que não faltam.